Maltratadas/‘Battered’

 

Collaborative patchwork initiated in Portugal in 2013 by artists, art teachers and activist social groups to raise awareness about violence against women.

 


The project was initiated by artists and art teachers in October 2013 from the C3 group by  launching a call  for a visual story in patchwork about a women victim of violence. The group received about 120 responses in two weeks and together with the respondents they started a chain of action using art process to talk about the problem of violence against women in their communities. In 2014 teachers from Namibia joined the project.A huge patchwork was produced with squares of cloth created by many people from different ages, genders, and social ranks about the issue of violence against women. The squares in the patchwork were life stories in visual forms about violence against women. The participants of this action learn from each other in terms of emancipation. As far as they were involved in the project, they became part of a bigger community that is interested in exposing a social justice situation using an/a art/ craft technique. The several exhibitions of the final product in the cities of Portugal and Namibia  showed empowered hidden voices through actions of arts learning that had interconnected small communities in a global scale. In Namibia , the coordinator of the Project Christiana Matsius was at the time working for the government doing workshops about Gender-based violence for communities, schools and prisons in the regions of Walvis Bay, Windhoek and Khomas. She integrated the collaborative patchwork idea
in the existing campaign for the awareness of women rights called ‘Orange Day.’
Some of the participants in the project, in both countries, were victims; they told their stories to others using texts, embroideries, and collages. They had learned they were not alone; they had rights. They could talk about their problems to broader communities using arts and crafts. Other participants in the project were art students and art teachers, and they learned that collaborative arts could serve social
justice. During the project they confessed they had acquired a completely new dimension of understanding arts and aesthetics in education, including the issues of politics and ethics. The kilt, by visualizing individual stories in the squares, participants reflected upon a problem and brought their memories or
the memories of others together in the form of an embroidery or a textile collage. The collective kilt unified all the stories and produced alternative narratives in dealing with issues of social justice through

 

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Respect, understanding and sharing had been the values of education through art followers and will be at most as such present a challenge to current cultural and political orthodoxies. Individuals and groups engaged in arts education can work together to create local networks: structures developed from local action oriented towards global impacts. The future strength of arts education will depend on the activities of local structures and on the way they are visible and provoking impacts on different geographical and cultural networks. We may think we need agendas, strategies, commemorative days and road maps, but the roads may sometimes turn into never ending roundabouts if local groups and individuals do not participate in the construction process; sharing local experience on a global scale through connecting gateways.

 

 

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Patchwork exhibited in the Gupilhares village, january 2014/Exposição da Manta em Gupilhares. Grupo Teia , Janeiro 2014

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Patchwork exhibited in march 2014 in Viseu, ESEIPV/Exposição da manta em Viseu, Escola Superior de Educação, Março, 2014





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Battered Project works from Nigeria done during 2014 . In Namibia the coordinator of the Project Christiana Matsius was at the time doing workshops about Gender-based violence for communities, schools and prisons. She integrated the collaborative patchwork idea in the existing campaign for the awareness of women rights called ‘Orange Day’

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Battered Project:  during the public action in the main square of the city, 24 November 2013, Viseu, Portugal). ‘Battered’ was an artivist project: with adult learners’ communities. A huge patchwork was produced with squares of cloth and displayed in several public events The squares in the patchwork were visual life stories about violence against women. Participants involved in the project exposed a social justice situation using art & craft techniques.

 

 Battered Project works from Portugal done during 2013/2014 with women communities in Porto and Gupilhares; with university students in Viseu; with high school students in Lisboa; with actors from a theater company in Evora and several art teachers from the Portuguese Art Teachers’ association APECV.

Photo took on the 8th April 2017 , the day when the kilt was cut in pieces by Patricia Espiriu from Mexico, to be sent to South America and start new kilts .

 

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 Battered Project works from Nigeria done during 2015 

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Viseu, Portugal, march 2017. Christiane brought the patchwork done in  Namibia, was exhibited at Quinta da Cruz and will go to Korea in August ( InSEA world congresss, Daegu)

 

 

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April, 2017, Patricia Espiritu and the patchwork , before it was cutted in pieces again.


PT

Em 2013 o grupo de arte e educação C3 Portugal e a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) iniciaram o o projeto de arte colaborativa ‘Maltratadas’ para a campanha lançada pela Associação Cultural de Viseu ‘Adamastor’, no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Violência sobre as Mulheres. Esta iniciativa exorta à consciencialização dos cidadãos para o fim da violência sobre as mulheres nas diferentes formas  em que esta se manifesta nas nossas sociedades. Professoras da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual lançaram um apelo a partir das redes sociais e redes de arte educação artística da APECV para a elaboração coletiva de uma manta de retalhos. Cada retalho contaria a história de uma mulher vítima de violência. A aderência ao projeto foi significativa , alunas e professoras da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu; membros da Adamastor de Viseu; membros do grupo Teia de Gupilhares; participantes dos ateliers de adultos da APECV; membros da associação cultural PIMTAI de Évora e professores da APECV de vários locais do país enviaram um retalho contando histórias de vida que não podemos calar. Através do patchwork, do uso da arte, foi mais fácil contar histórias dolorosas e denunciar situações de violência escondida.A manta é um testemunho em memória de todas as mulheres que nunca puderam tornar visíveis essas histórias. É também um objecto educativo para alertar sobre o problema da violência sobre as mulheres em Portugal. Não é um objecto concluído porque se pretende que ano após ano se aumente. É um objecto artístico itinerante que será exposto em vários locais públicos para que quem passe fique pense em todas as mulheres que foram maltratadas.

Viseu, 4 de outubro de 2013

Cara amiga

Escrevo-lhe para a convidar para o projeto de arte colaborativa ‘Maltratadas’. O desafio é fazer uma manta de retalhos gigante com a colaboração de várias pessoas, onde cada uma faz um pequeno conjunto de quadrados em tecido utilizando a técnica do patchwork sobre uma mulher que tenha sido vítima de violência. Neste ano de 2013 , duas amigas minhas foram vítimas de maus tratos e eu gostava de participar nesta campanha de um modo mais pessoal , apelando a todas as amigas e amigas de amigas para me ajudarem a fazer um texto visual em patchwork para ser terminado no Rossio de Viseu , cidade onde vivo, no dia 25 de Novembro. O dia 25 de novembro foi eleito como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Patchwork é uma técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos variados. Cada uma de nós poderá recortar quadrados de aproximadamente 10  cm para fazer as narrativas visuais sobre uma mulher maltratada. Podemos bordar cada um dos pequenos tecidos, pintar, colar , etc.  No final cosem-se os diferentes módulos de modo a formar um rectângulo ou quadrado maior e enviam-me . Se quiserem venham ter comigo ao Rossio , em Viseu no dia 25 de Novembro, nesse dia vou estar na praça do Rossio sentada num banco a coser todos os retalhos que as colaboradoras me enviaram. 

 

Teresa Torres de Eça

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 Recebi 64 retalhos feitos por mulheres de  vários locais do país. 11 colaboradoras  estiveram  hoje em Viseu para coser os retalhos  recebidos. Estivemos integradas na campanha Sem Mulheres Não Há Paz” organizada pela Adamastor – Associação Cultural no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Violência Sobre as Mulheres no 25 de Novembro de 2013. A iniciativa é promovida pelo terceiro ano consecutivo, pela Adamastor  e exorta à consciencialização dos cidadãos para o fim da violência sobre as mulheres nas diferentes formas  em que esta se manifesta nas nossas sociedades.

Teresa, Viseu, 15 de Novembro de 2013

CARTEL - 25N - 1211n2Vieram  mulheres do Grupo Teia com a Angela e as duas mulheres que trabalham com a Mila no atelier comunitário da APECV em Campanhã. Estava um frio glaciar e um vento   sertanejo.  Começámos no parque  com os voluntários da ADAMASTOR, mas o vento era demais,  fomos depois para o jardim do Rossio, no cantinho do Tomás Ribeiro.  Depois  fomos almoçar a minha casa que fica um bocado longe – no campo.  Na vinda apanhámos um funeral. Fomos ao debate  promovido pela ADAMASTOR com a senhora Nilgun Akbolat da Women’s  Platform UK,  a conversa foi interessante. A Manta está  quase pronta.

Teresa, 25 de Novembro de 2013

Alguns anos depois a manta regressa a casa,  expomos  durante a exposição dos caderno artivistas por alguns dias.  Não é um caderno, mas foi colaborativa.  Loli Soto e Juan Valles   diz para a cortar aos bocados,  e de cada bocado fazer uma nova manta.  Nódulos que se transformam em rizoma. Trabalho que nunca tem fim….

A Patricia Espiritu cortou um belo bocado, no meio . Ficou um buraco misterioso …  O bocado da Patrícia vai para o Mexico.  Corto outro retalho para enviar à Diana Valverde na Baia , S. Salvador , Brasil.

O grupo do Alentejo quer fazer uma ação com tricoteio.

Teresa, 12 de abril de 2017

 


Mapa da Manta
processo:
Novembro 2013  com grupo TEIA em Gupilhares  alunos da ESEV; alunas encarceradas da Paula Soares;  professoras da APECV; grupo de artes da Emilia ; Gupilhares; teatro PIM  Èvora ( Portugal)
de agosto de 2014 a março de 2017 uma nova  manta na Namibia foi construída.

ações/exposições:
25 de Nov de 2013 : Ação em Viseu ( Rossio com TEIA; APECV; ADAMASTOR)
janeiro 2014: na mercearia da avó Miquinhas em Gupilhares , visitada por Rita Irwin.
março 2014: na  ESE  de Viseu  visitada por vários alunos e pofessores da ESE.
maio  2014: : na Escola Sec. Vergilio Ferreira em Lisboa, uma mãe jornalista viu a manta e resolveu escrever um artigo sobre  numa revista de manualidades )junho 2014- Exposição na APECV , então no Porto D’artes. visitada por Christiane Matsius da Namibia.
de julho  de 2014 a março de 2017- esteve em vários locais da Namibia

Abril 2017 – expostas na exposição ‘Cardernos Artivistas’ na Quinta da Cruz em Viseu,   Mostramos as duas mantas  durante uma reuniao de artivistas do projeto dos cadernos colaborativos  e logo surgiram umas ideias brilhantes: VAMOS CORTAR AOS BOCADINHOS!!!!! disse o Joan Valles e a Loli Soto. A Patricia Espiritu  cortou um belo bocado e vai levar para o Mexico para começar uma nova.  Eu cortei outro bocado e vou enviar  para a Diana Valverde na  Bahia.   A manta pequena da Namibia em Agosto vai para a  Coreia (Congresso mundial da InSEA em Daegu) , Joana da revista TAE , no Texas mostrou muito interesse no projecto

Maio 2017-
descer ao Alentejo faríamos durante um mês uma bela instalação de tricoteio in process descendo do tecto do hangar do teatro. A seguir podia seguir para o Porto e no EIRPAC podia haver “TRICOTEIO Obrigatório” à Karl Valentim! ( Isabel Bezelga)

artigos publicados onde se fala da manta

Torres de Eça, T. ; Saldanha, A. (2016). ARTE EN RED: DOS PROYECTOS DE EDUCACIÓN ARTÍSTICA ACTIVISTA. In: Jimenez, Lucina ( ED) Arte para la Convivencia y Educación para la Paz. Mexico: Secretaría de Cultura de México y el FCE. pp185 – 202.

De Eça, TT. & Saldanha, A. (2014). Mantas colaborativas: silêncios ruidosos.

TERCIOCRECIENTE Nº 5, JULIO 2014 pp. 27-40 .

7 responses to “Maltratadas/‘Battered’

  1. Varias mulheres portuguesas…e uma espanhola 🙂
    Gostei muito de participar neste projeto e acho que é muito importante dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelo mundo inteiro em relação a estes temas. Como foi transmitido em várias ocasiões, vamos todos gritar e alzar as vozes para dizer: Basta já de violência!!! Seja ela qual fora.. A.B.

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