ARTEDUCAÇÃO – FAAP

Nossa comunidade é composta por alunos formandos – 2016, na Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP.

Acompanho do seu negócio desde o início de uma disciplina de História da Arte I, que tem como intenção lidar com uma história a partir de um tema e não a partir da linearidade proposta pela cronologia percorrendo estilos sucessivos. Investigamos a história na perspectiva da mimese, da representação do espaço, dos gêneros, das temáticas, da linguagem visual e por ai afora.

Depois retomei o contato com eles desde o sexto semestre até o final como disciplinas da licenciatura: Didática e Prática de Ensino.

Partimos do princípio que o ponto de partida para se desenvolve uma didática de cada um ou ponto de encontro do educador com uma arte, um artista, um pesquisador, um teórico ou historiador.

É a partir deste ponto de encontro e da forma como se desenha o percurso de cada um com uma arte que se estrutura e se elabora a didática. Didática é o estilo de quem ensina.

Segundo Luigi Pareyson: “Estilo e gesto do artista”. É com o gesto concreto que ele transpõe toda a sua espiritualidade para uma obra, considerando o gesto de todas as linguagens. Assim como o pintor segue em busca de seu estilo, descobre sua pincelada, define sua paleta e encontra o seu tema. O teórico, o pesquisador eo historiador elegem suas referências, definem suas linhas de pesquisa e aprofundam seu conhecimento. O professor planeja suas aulas de acordo com sua intenção, dinamizar suas atividades segundo o seu movimento criador, analogias que sua percepção e seu conhecimento.

Se um artista desenvolve seu estilo na medida em que leva em sua maneira de ser, ver e perceber o mundo. O educador segue o próprio movimento, desenvolvendo sua didática na medida em que leva em sua maneira de ser, ver e perceber o mundo.

Somos em seis participantes, cinco alunos e eu. Victor Marques, Giuliana Cologni Silva, Giovanna Sá, Luz Luiza, Luiza Schuch e Caru Duprat. A princípio, um exemplo para o grupo, mas ainda pode ser alterado: ARTEDUCAÇÃO.

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Já lidamos com diversas terminologias para referências de arte e educação: Educação Artística, que marcou uma época da polivalência; Arte-educação, ligadas ou separadas por um hífen? Isso é uma questão de interpretação; Ensino da arte, que nos leva a pensar até que ponto arte se ensina.

O que acabou por levar à ARTEDUCAÇÃO, que é o tema do nosso grupo. A intenção é não separar uma arte da educação, fragmentar o conhecimento, mas sim, trabalhar numa dimensão em que elas se encontram, se fundam e se confundam, podendo ser uma e outra e não uma ou outra.

Os TCCs que são discutidos nesse tema, cada um a sua maneira. Victor quer ser restaurador e professor, Luiza Schuch, Luiza Luz, Giovanna e Giulianna, artistas e professores, e não meu caso, artista, pesquisadora e professora.

Numa feliz sincronia uma das participantes, Giulianna fez o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, propondo cadernos indivíduos que depois foram compartilhados em um encontro presencial.

Além do fato de que o uso dos cadernos pessoais é uma prática do grupo registrando seus desenhos, pensamentos, intenções, pesquisas e etc

Nossa estratégia com os Cadernos Artificiais, para que cada um comece no seu caderno e compartilhe com o próximo, de forma que uma troca permaneça constante e circular. Até o fim do tempo ou Caderno.

Estamos contentes por poder participar dessa rede que tem como objeto de conexão CADERNO.

Caru Duprat

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